Comunidade naturista na Flórida reúne pessoas da terceira idade
Publicado por Os Naturistas

Comunidade naturista na Flórida reúne pessoas da terceira idade

Em uma comunidade de aposentados na Flórida, Estados Unidos, usar roupa é a exceção.

Os moradores fazem tudo da maneira como vieram ao mundo. O local segue a filosofia naturista, que valoriza o nudismo, a vida ao ar livre e a natureza. O condomínio-resort Lake Como, localizado na cidade de Lutz, reúne cerca de 200 moradores com idade acima de 50 anos e mais de mil membros associados.

Ao todo, o local possui mais de 800 mil m², sendo mais da metade da área ocupada por árvores e lagos, e oferece uma série de opções de entretenimento, como piscinas, sauna, campo de golfe, quadras de vôlei, lago com pedalinho, trilhas, bar, restaurante e até uma praia artificial,

Quem são os moradores

Sem roupas e sem medo de ser feliz. Esse é o clima no condomínio para a terceira idade. “Eu sou uma senhora de 68 anos com o espírito jovem”, se apresenta a aposentada Nancy Rehling. Ela e o marido, Bob, 72 anos, moram no local há pelo menos três décadas. “Não há nada como sentir a brisa e a água na pele sem roupas”, garantem.

Nem todos, porém, são nudistas de longa data. O aposentado Robert Spaulding, 72 anos, teve sua primeira experiência com nudez social aos 63 anos, durante uma partida de tênis com desconhecidos em um clube em Orlando. “Nu e jogando com estranhos eu me senti mais relaxado e confortável do que eu jamais me senti vestido e entre amigos.

Eu me senti aceito como um ser humano e não julgado por aquilo que eu posso usar ou não”, disse ele. Para o casal Rehling, é exatamente essa filosofia de pensamento que faz o local especial. “Este lugar é mais sobre a natureza, sobre não ter vergonha do seu corpo e estar satisfeito com o que você é. Não importa se você é gordo, magro, se sofreu mastectomia, se tem cicatrizes. As pessoas só querem saber quem você realmente é.

E, às vezes, nós não vemos isso no dia a dia. No mundo real as pessoas se importam mais sobre quem desenhou o seu vestido do que sobre quem você realmente é”, avalia a aposentada. Os residentes são na maioria norte-americanos e canadenses. Muitos deles são chamados de “snow birds”, ou seja, moram na região norte do continente mas migram para o sul durante a temporada fria, entre os meses de novembro e abril.

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Nudez é permitida, mas roupas sensuais, não

Apesar de ser uma comunidade naturista, a nudez não é obrigatória, e sim sugerida. “Se uma pessoa vem nos visitar e não quer tirar a roupa, nós colocamos as nossas. Não queremos deixar ninguém desconfortável”, explica Nancy Rehling. Entretanto, para usar a piscina, jacuzzi ou a sauna, é preciso estar despido. Biquínis, maiôs, sungas e roupas sensuais são proibidas em qualquer área do condomínio. De acordo com a administração do local, sensualidade é incompatível com a filosofia naturista Discurso e comportamento sexualmente provocativos não são tolerados entre os membros da comunidade.

Eventos e festivais

Durante todo o ano, o Lake Como recebe eventos esportivos e musicais. Entre os mais esperados está o Super Bowl South, um torneio de vôlei que recebe equipes de clubes nudistas dos Estados Unidos e chega a reunir mais de mil pessoas no local.

A comunidade também organiza festivais temáticos abertos a familiares e convidados, como o Festival do Milho e o Festival Naturista Cristão, além de outras atividades de entretenimento, como karaokês, festas e pucrawls (tours por bares da comunidade).

Nudista por um dia ou para a vida toda

Nascida na década de 1940, a comunidade aceita adeptos do mundo todo que queiram visitar o local. Curiosos interessados em experienciar o naturismo por um dia podem adquirir o “day pass” por 12 dólares. Para quem quiser passar algumas semanas, é possível alugar quartos, cabanas, estacionar um trailer ou até mesmo acampar em meio ao verde do local.

Para fotografar ou filmar, no entanto, é necessário autorização da administração e estar acompanhado de um funcionário do local. Imagens de moradores e frequentadores só são permitidas mediante autorização dessas pessoas.

Por ano, cada membro desembolsa 700 dólares para entrar e sair livremente do complexo. Para associados que possuem residência ou lote no local, o custo pode variar de 200 a 500 dólares por mês. No condomínio, há algumas casas à venda: o preço pode chegar a 100 mil para moradias de apenas um quarto.

Por Natasha Bin, editora N

Equipe OS NATURISTAS