Mulher naturista: Conheça o tumor que mais leva as brasileiras a morte segundo o Instituto Nacional do Câncer
Publicado por Os Naturistas

Mulher naturista: Conheça o tumor que mais leva as brasileiras a morte segundo o Instituto Nacional do Câncer

Mamas são glândulas cuja principal função é a produção do leite, que se forma nos lóbulos e é conduzida até os mamilos por pequenos canais chamados dutos.




CM5

Quando as células da mama passam a dividir-se de forma desordenada, um tumor maligno pode instalar-se principalmente nos dutos e mais raramente nos lóbulos.

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

O câncer também é comumente chamado de neoplasia. O câncer de mama é o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras á morte, segundo o Instituto Nacional Do Câncer (INCA).

O câncer de mama é causado por alterações genéticas, que podem ser estimuladas por fatores ambientais como: tabagismo, uso de hormônios (TRH, terapia de reposição hormonal), início da menstruação em idade muito jovem, menopausa em idade mais tardia, menor número de gravidez e gravidez em idade cada vez mais tardia, excesso de peso e ingestão de bebida alcoólica ou também por fatores genéticos. Esse tumor é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente.

É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigno, mas isso só pode ser confirmados por meio de exames médicos. Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faca uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e mulheres que têm câncer podem apresentar nenhum dos sinais ou sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico. A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstrução, quando as mamas estão menos ingurgitadas ( inchadas). Nas mulheres que já estão na menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês. Possíveis sinais e sintomas são: aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados, abaulamento de uma parte da mama, inchaço (edema) da pele, vermelhidão (eritema) da pele, inversão do mamilo, sensação de nódulo aumentado na axila, espessamento ou retração da pele em uma determinada área da mama.

O diagnóstico de câncer de mama é feito através da mamografia, que é um RX das mamas. Este exame também ‘e feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma. Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas. Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biopsia que pode ser feita por agulha. Geralmente, esta biopsia ‘e feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material ‘e examinado por um patologista (exame anatomopatológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.

Os tumores malignos da mama são classificados conforme as características de suas células e a relação com os tecidos ao seu redor. Nas fases muito iniciais, ainda sem a presença de nódulos, as alterações do tecido provocam o acúmulo de cálcio e podem ser identificadas pela mamografia como um agrupamento de calcificações.

CM7

As chamadas MICROCALCIFICAÇÔES e agrupadas podem indicar o câncer em fase muito precoce. Quando as células estão anormais e não existe quebra das suas membranas, ou seja, não existe invasão de tecidos, o carcinoma é chamado de IN SITU. Se as células são provenientes dos ductos o carcinoma é dito DUCTAL e se oriundas em lóbulos mamários chama-se CARCINOMA LOBULAR. Havendo quebra da barreira entre as células acrescenta-se a denominação INVASOR. Resumindo, o câncer ou carcinoma de mama, pode ser ductal ou lobular, in situ ou invasivo, cada qual com suas características próprias influenciando o comportamento clínico e a decisão quanto ao tratamento a ser adotado.

As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais indicados são; quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonioterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.

Recomendações: faca o autoexame das mamas mensalmente, de preferência no sétimo ou oitavo dias após o início da menstruação, se você é mulher e tem mais de 20 anos, pois cerca de 90% dos tumores são detectados pela própria paciente; procure o médico para submeter-se ao exame das mamas a cada 2 ou 3 anos, se está entre 20 e 40 anos, realize o exame anualmente; não se esqueça de que a mamografia deve ser realizada todos os anos.

Dra Cristina Valzack

Equipe OS NATURISTAS